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Cooperativismo, desenvolvimento científico, tecnológico e inovações
Nesta edição da ITEM permeiam diferentes
formas de cooperativismo, todas de altíssima
relevância, sempre a desafiar a inteligência
dos homens, despertando colaborações em favor da
melhor utilização da água.
Ao celebrar os 10 anos do Consórcio Brasileiro
de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café), bem como do seu Núcleo de Irrigação, evidencia-
se um programa cooperativo de pesquisa que
tem frutificado conhecimentos em favor de boas inovações
para as cadeias produtivas.
O exemplo da evolução sobre o manejo estratégico
dos sistemas de produção da cafeicultura irrigada
com o estresse hídrico controlado, faz da interdisciplinaridade
decorrente do maior aprendizado sobre
as relações hídricas do cafeeiro, uma aliciante
provocação para mudanças nos sistemas produtivos
e desafios para mais pesquisas.
Está aí uma inovação sendo validada, difundida
e celebrada pelos produtores, mostrando a capacidade
da planta em responder aos comandos de um
equilibrado sistema de produção. Isso desperta
questionamentos, fazendo fluir o bom debate, evidenciando
a montagem de um sistema produtivo
amealhado de fundamentos científicos e metodológicos,
muitas vezes adquiridos alhures, com investimentos
na pós-graduação e outros meios de aperfeiçoamentos,
capacitando brasileiros em centros de
excelência no exterior e no Brasil. É esse continuado
cooperativismo ao longo do tempo, um processo a
ser constantemente bem realimentado com recursos
e renovados desafios, que faz fluir cada vez melhor o
trabalho cooperativo. Uma interlocução que redunda
em maior foco no mercado, com prospecções a
provocar avanços na biotecnologia, na maximização
do aproveitamento dos recursos naturais, especialmente
a água para a irrigação.
Nessa integração tecnológica entre produtores,
professores, estudantes de graduação e pós-graduação,
cientistas os mais diversos, dirigentes de organizações
dos produtores, segmentos industriais e exportadores,
são formatadas propostas de pesquisas
que se multiplicam no berço de um amplo universo
de instituições que formam o CBP&D/Café, com a
coordenação da Embrapa Café.
A ABID, ao editar a ITEM 48, na virada do século,
trouxe à baila esse inteligente arranjo cooperativo de
pesquisa, que soma e desperta muitas competências
em favor do desenvolvimento sustentável desse agronegócio.
Assim, vale registrar os parabéns por essa
década e evidenciar os desafios futuros com o elenco
de participantes que abrilhantam esta edição.
O cooperativismo em torno da água, com uma
rede de cooperativas de produção e de crédito, sistemas
Itambé e Crediminas, centrais que conjugam
esforços na agregação de valores ao leite e aos recursos
financeiros, permitiu que a ABID, na qualidade
de Comitê Nacional Brasileiro da ICID, pudesse celebrar
o Dia Mundial da Água, deflagrando a bandeira
desse cooperativismo e do fomento à irrigação,
dando sua resposta a um chamado mundial.
O questionamento sobre o cooperativismo e de
como fazer dele um veículo para facilitar o desenvolvimento
sustentável, é motivo de muitas reflexões.
Há uma inquietação com vistas a melhorar os aparatos
legais, fazendo com que as cooperativas possam
desempenhar melhor o grande papel que lhes cabe
neste século, dentre os desafios do milênio.
Mas, independente do aspecto formal, que precisa
ser trabalhado com urgência, é auspicioso observar
a força do associativismo, das parcerias e dos mais
diversos arranjos que movem o cooperativismo em
favor do agronegócio café do Brasil. E é movido por
esse espírito cooperativista que a ABID, no afã de
melhor desempenhar seu papel, aguarda a atenção
de cada associado, de cada leitor.
Nessa linha de raciocínio da cooperação e dos
sinergismos a serem explorados, vale agendar, de 07
a 12/10/2007, o XVII Conird em Mossoró, RN.
Helvécio Mattana Saturnino
Presidente da Abid
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