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Agricultura irrigada no Semi-Árido
Semi-Árido tropical, único no mundo, mercado
a sinalizar para várias oportunidades,
sejam alimentos, fibras ou bioenergia,
descortina-se assim um bom debate. Um debate com
suporte em valioso e importante acervo de produtores,
que merecem reconhecimento pelo pioneirismo
e pela contribuição ao palmilharem novos caminhos,
novos arranjos produtivos, certamente pagando
altos pedágios pela ousadia, pelos erros e
acertos, os quais hoje se constituem em bases para
novos empreendimentos e avanços. Assim, há muito
a comemorar e muito a ser devidamente discutido,
analisado e apreendido com o tema do XVII
Conird: Agricultura Irrigada no Semi-Árido.
Trata-se de uma rica programação, formulada
sobre os trabalhos do Rio Grande do Norte, de
Mossoró, onde a novel Universidade Federal do
Semi-Árido representa a mobilização intelectual em
favor dessa grande e desafiadora região brasileira,
com suas desigualdades, pobreza e muitas oportunidades,
levando à sociedade o desafio de reverter
esse quadro. Assim, nada mais edificante que mobilizar
esforços, convidando a todos para
interlocuções sobre o que está nesta edição da revista
ITEM, e fazer do XVII Conird uma oportunidade
para muitas reflexões, debates e proposições,
visando melhorar os negócios em torno do racional
aproveitamento dos recursos hídricos.
A expectativa é de avanços, com a ampliação
dos conhecimentos, com mais motivações e melhores
fluidos em favor das cadeias produtivas/comerciais
calcadas na agricultura irrigada. E é justamente
no combate à pobreza e no aumento de oportunidades
para o desenvolvimento socioeconômico, com
sustentabilidade ambiental, que estudos do Banco
Mundial evidenciam o quanto a agricultura irrigada
pode fazer em prol dessa região do Semi-Árido brasileiro,
convocando a todos para a implementação
de planos municipais, estaduais, regionais e nacionais.
Assim, espera-se que desse embate saiam bons
desdobramentos nesse sentido!
O equilibrado uso dos recursos hídricos, com
uma visão holística do quanto se pode fazer em prol
da revitalização e conservação da água, para
melhoria e garantia do fluxo hídrico ao longo do
ano, é uma desafiadora agenda. Por meio dela pode-se
fazer florescer mais empreendimentos calcados
na agricultura irrigada, maior geração de riquezas
e de empregos, inclusive conquistando gôndolas de
supermercados alhures, trazendo fortes divisas para
impulsionar negócios, como o exemplo do melão,
em Mossoró. Trata-se de um dos ícones a ser devidamente
apreciado no XVII Conird, com sua longa
e vitoriosa história, a mostrar casos de explorações
de águas subterrâneas e superficiais, fazendo
desse agronegócio um diferencial, uma marca que
merece muita admiração.
A gestão compartilhada de bacias hidrográficas,
das águas subterrâneas, das integrações de recursos
hídricos é um desafio para o melhor e maior
aproveitamento das infra-estruturas existentes, considerando-se sempre os custos/benefícios dos empreendimentos.
Entre estes, está o do reúso de águas servidas, incluindo-se criteriosos projetos de
utilização de esgotos urbanos, tendo a irrigação
como parceira do saneamento e da revitalização dos
corpos d’água.
Há grande oportunidade de melhores realizações,
tendo a água como vetor de novos tempos,
com seu sábio uso na agricultura irrigada. Pela demanda
por mais serviços, com abertura e ampliação
de empreendimentos, é difícil conceber outra
atividade que abra postos de trabalho a custos tão
convidativos. Que desse processo dialético surjam
mais subsídios para implementações de boas políticas
em favor do setor privado. O Semi-Árido merece
e precisa dessa atenção!
Helvécio Mattana Saturnino
Presidente da Abid
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