top of page

Missão da ABID à Holanda conecta agricultura irrigada brasileira a referências mundiais em inovação, eficiência hídrica e cultivo protegido.

Realizada de 5 a 11 de julho de 2026, iniciativa contou com apoio da FAEC/SENAR-CE e promoveu intercâmbio técnico e institucional com centros de pesquisa, empresas e organizações de referência mundial.

Produzir mais, utilizando os recursos naturais de forma cada vez mais eficiente e incorporando ciência, tecnologia e inovação. Foi com esse olhar que a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) realizou, entre os dias 5 e 11 de julho de 2026, sua Missão Técnica Internacional à Holanda, com patrocínio institucional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (FAEC/SENAR-CE) e apoio de CNAgrotech, Athos, Equity e Nobridge.


A iniciativa reuniu uma comitiva brasileira em uma programação de imersão técnica em um dos ecossistemas de agricultura, gestão da água, horticultura e cultivo protegido mais avançados do mundo.

Mais do que conhecer tecnologias, a Missão foi concebida como uma oportunidade de intercâmbio de experiências, aproximação institucional e prospecção de soluções capazes de contribuir para os desafios e oportunidades da agricultura irrigada brasileira.


A programação teve como objetivos promover o intercâmbio científico e tecnológico internacional; conhecer tecnologias avançadas de produção em ambiente protegido, irrigação e gestão da água; identificar possibilidades de cooperação institucional e comercial; observar modelos de integração entre pesquisa, setor produtivo e mercado; estabelecer comparações estratégicas entre Brasil e Holanda; e fortalecer a presença internacional da ABID e de seus associados.


Conhecimento que começa na ciência


A agenda técnica incluiu duas importantes referências internacionais em conhecimento e pesquisa: o IHE Delft Institute for Water Education, instituição vinculada à UNESCO e dedicada à educação e pesquisa relacionadas à água, e a Wageningen University & Research (WUR).


No IHE Delft, a comitiva conheceu iniciativas relacionadas à gestão hídrica, à formação de especialistas e à cooperação científica internacional, além de discutir possibilidades de aproximação e intercâmbio com o Brasil.


Na Wageningen University & Research, a agenda aproximou os participantes de um dos principais ambientes mundiais de pesquisa e desenvolvimento voltados à agricultura e ao cultivo protegido.


A visita ao centro de Bleiswijk permitiu observar uma estrutura na qual pesquisadores, instituições de ensino e empresas trabalham conjuntamente no desenvolvimento e na validação de novas tecnologias.


A experiência evidenciou um dos elementos que acompanharam toda a Missão: a capacidade holandesa de integrar ciência, pesquisa aplicada, setor produtivo, tecnologia e mercado.


Onde ensino, pesquisa e empresas inovam juntos


A Missão visitou também o World Horti Center, importante centro internacional de conhecimento e inovação dedicado à horticultura. O espaço funciona como um ecossistema de conexão entre empresas, produtores, instituições de ensino, pesquisadores e poder público, reunindo tecnologias que estão transformando a produção em ambiente protegido.


Durante a visita, a comitiva brasileira teve contato com soluções relacionadas a sensores inteligentes, iluminação artificial, bioinsumos, automação e estruturas avançadas para estufas. Mais do que tecnologias isoladas, o modelo chamou atenção pela integração entre diferentes atores da cadeia produtiva: conhecimento, formação profissional, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e demandas reais do mercado coexistem em um mesmo ambiente de inovação.


Para o Brasil, experiências dessa natureza ampliam o debate sobre cultivo protegido, eficiência produtiva e utilização racional de água e insumos, inclusive em regiões sujeitas a maior vulnerabilidade hídrica.


Do campo à logística: a dimensão internacional da produção agrícola


A Missão também permitiu observar que a competitividade agrícola não termina na propriedade rural.

No Porto de Roterdã, principal complexo portuário da Europa, a comitiva conheceu aspectos da infraestrutura logística que conecta cadeias agroalimentares globais e movimenta produtos agrícolas de diversas origens, inclusive do Brasil.


Os números: 13% de toda a energia consumida pela União Europeia passam pelo Porto de Roterdã. Em 2030, ou seja, daqui a menos de quatro anos, o porto movimentará algo próximo a 850 milhões de TEUS (cada TEU corresponde a um contêiner de 20 pés), dos quais 240 milhões com material para o setor de energia.  Roterdã é o primeiro porto europeu na área de alimentos, respondendo pela movimentação de 15% de toda a carga do setor que entra e sai da União Europeia. Neste momento, o porto de Roterdã constrói um Hub exclusivo para a área de alimentos.


A programação incluiu visita ao Portlantis, centro dedicado à apresentação do Porto de Roterdã, de sua infraestrutura, funcionamento, transformação tecnológica e importância para a economia europeia.

A experiência reforçou uma visão sistêmica da agricultura: produtividade e eficiência dentro das propriedades precisam estar associadas a logística, infraestrutura, qualidade, mercado e capacidade de inserção internacional.


Tecnologia e produtividade no coração das estufas holandesas


Na região de Westland, reconhecida internacionalmente pela concentração de sistemas de cultivo protegido, a comitiva visitou a Leen Middelburg, empresa especializada na produção de crisântemos.

A visita permitiu conhecer uma operação de elevada escala e intensidade tecnológica e observar, na prática, como automação, controle ambiental, manejo da água, tecnologia e gestão são combinados para alcançar elevados níveis de produtividade.

O contato com o sistema produtivo mostrou como o cultivo protegido pode transformar área, água, energia, informação e tecnologia em produtividade, regularidade de oferta e valor agregado.


A história holandesa também é uma história de gestão da água


Compreender a relação dos Países Baixos com a água também fez parte da programação. Em Kinderdijk, Patrimônio Mundial reconhecido pela UNESCO, a comitiva conheceu o histórico sistema de moinhos associado à drenagem e ao controle das águas.


A visita acrescentou uma perspectiva histórica à Missão: muitas das soluções tecnológicas observadas durante a semana são resultado de uma cultura de gestão hídrica desenvolvida e aperfeiçoada ao longo de gerações.


A programação incluiu ainda momentos de reflexão e discussão sobre como experiências e conhecimentos observados na Holanda podem inspirar projetos relacionados à irrigação, produção de alimentos e gestão eficiente dos recursos hídricos no Brasil.


Westland encerra a Missão mostrando a força da cooperação

A programação técnica incluiu ainda a Growers United, organização que representa um modelo de integração entre produtores, tecnologia, governança, escala produtiva e inteligência de mercado.


A visita permitiu observar outro componente importante da competitividade da horticultura holandesa: a organização coletiva. Tecnologia de produção, utilização intensiva de dados, planejamento, governança, comercialização e cooperação entre produtores formam um sistema integrado, capaz de gerar escala e competitividade internacional.


Para a ABID, compreender esses modelos é particularmente relevante porque o desenvolvimento da agricultura irrigada brasileira não depende apenas da introdução de equipamentos. Exige também pesquisa, capacitação, organização produtiva, gestão eficiente dos recursos naturais, acesso a mercados e articulação entre produtores, empresas, universidades e instituições públicas.


FAEC/SENAR-CE: parceria institucional para transformar conhecimento em desenvolvimento


A realização da Missão Técnica Internacional à Holanda contou com o patrocínio institucional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Sistema FAEC/SENAR-CE, parceria fundamental para a concretização da iniciativa.


O apoio reforça o compromisso do Sistema FAEC/SENAR-CE com a qualificação, a inovação e o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, contribuindo para aproximar profissionais brasileiros de experiências internacionais com potencial de aplicação em diferentes realidades do país, especialmente onde a eficiência no uso da água é determinante para a expansão sustentável da produção.


Ao apoiar uma agenda de intercâmbio internacional voltada à inovação, ao conhecimento e à eficiência hídrica, a FAEC/SENAR-CE contribui para ampliar conexões capazes de gerar aprendizado, novas referências técnicas e oportunidades para o desenvolvimento do agro brasileiro.


Uma missão que continua depois da viagem


O encerramento da programação na Holanda não representa o fim da Missão. O principal resultado de uma iniciativa de intercâmbio técnico está justamente na capacidade de transformar conhecimento adquirido em novas conexões, projetos, tecnologias e soluções.


Ao longo da agenda, a comitiva percorreu diferentes elos de um ecossistema que transformou a Holanda em referência internacional: gestão da água, ciência, pesquisa aplicada, formação profissional, cultivo protegido, tecnologia, organização de produtores, logística e mercado.


Brasil e Holanda possuem realidades territoriais, climáticas e produtivas muito distintas. O objetivo, portanto, não é simplesmente reproduzir modelos, mas compreender princípios, tecnologias e arranjos institucionais que possam ser adaptados às condições brasileiras.


Essa é uma das razões pelas quais a ABID vem ampliando sua agenda de Missões Técnicas Internacionais: criar pontes entre o conhecimento desenvolvido em diferentes regiões do mundo e as demandas da agricultura irrigada nacional.


A Missão à Holanda encerrou-se com novos conhecimentos, contatos com possibilidades de cooperação e com uma mensagem que acompanhou toda a programação: inovação, conhecimento e gestão eficiente da água serão cada vez mais determinantes para produzir alimentos de forma sustentável, competitiva e resiliente.


Para a ABID, conectar o Brasil às experiências internacionais de excelência é também uma forma de contribuir para construir o futuro da agricultura irrigada brasileira. Ter o apoio de instituições com a FAEC nos dão ainda mais força na busca por desenvolver a agricultura irrigada no país.


Fique por dentro do que a ABID planeja para os próximos anos e quais serão as próximas missões internacionais acessando nosso site: www.abid.org.br

bottom of page